Zombooka 2

Depois de me deliciar com o Flaming Zombooka 1, chegou o Zombook 2.

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Medo.Com

A internet e seus podres profundos. Todos nós sabemos que coisas ruins existem em qualquer lugar. No esporte, no mundo empresarial, na polícia e em qualquer espaço da terra que esteja habitado por humanos.

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Você Sabia?

Nicole Kidman é Dra. Carol Bennel, psiquiatra em Washington, que luta para salvar a vida de seu filho ao descobrir uma invasão de um vírus alienígena.

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Atriz brasileira é sucesso em filme americano

A brasileira Fernanda Andrade está despontando nos cinemas americanos.

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7 de nov de 2010

Violência Gratuita

Violência Gratuita (Funny Games - 1997)

Direção: Michael Haneke
Sinopse: O casal Georg e Anna e seu filho George Jr, resolvem passar as férias na casa de campo da família. Mas são surpreendidos por dois jovens violentos, praticando um jogo de perversão terrível.
Distribuidora no Brasil: Cult Filmes
Download: Funny Games

Violência Gratuita é um filme estranho. Já começa pelo nome original, Funny Games, levando a crer que teremos um filme engraçado, mas que passa longe disso. A escolha do nome em português foi bem feita, apesar de tirar um pouco a surpresa dos acontecimentos. Anna, interpretada por Sussane Lothar, cozinha o almoço enquanto o marido George (Ulrich Muhe) e o filho Junior estão no lago preparando o barco, em uma bonita casa de férias da família. Anna é surpreendida por Peter, um jovem que afirma precisar de ovos para o café da manhã. Logo em seguida entra em cena Paul, amigo de Peter, dando início ao pesadelo da família.

A produção de Violência Gratuita é muito simples, sem uma cenografia glamourosa ou diálogos com citações filosóficas ou de difícil entendimento para o espectador. Poderia ser um filme qualquer de suspense, igual muitos que já vimos por aí. Contudo,  Funny Games é um filme diferente. A calma com que o algoz principal da tortura, Paul, conversa com suas vítimas é algo irritante, provocando muito mais do que um simples sentimento de raiva contra o torturador.  

A passividade com que Paul provoca é algo insano, terrível, quase como se fosse uma simples brincadeira. Mas fiquei sem entender qual foi a intenção do diretor Michael Haneke quando em determinada cena, o delinquente olha diretamente para a tela, como se estivesse falando com quem está assistindo. Outro ponto interessante foi que em nenhum momento o diretor exibe para câmera as cenas de violência, apenas ouvimos os gritos de desespero das vítimas, deixando a cargo de quem assiste imaginar o que está acontecendo. 

Não sei se isso funciona com o público em geral, mas eu ficaria mais apavorado se assistisse a cena. Talvez eu seja minoria, não sei. Mas concordo que optar por deixar o espectador alimentar as possíveis torturas é uma ideia bacana. O medo do desconhecido, do irreal, daquilo que não vemos e não conhecemos é duplamente perturbador. Em uma dessas cenas, ficamos quase 10 minutos sem ver praticamente NADA, apenas escutando os barulhos da dor. Aquilo causa uma terrível sensação psicológica, nos colocando quase como cúmplices do crime. E o desfecho contraria o clichê massivo que estamos acostumados, dando um ar de revolta para quem assiste.

Eu só não entendi o motivo do cineasta refilmar sua própria obra. Um remake foi produzido em 2008, com Michael como diretor, tendo Naomi Watts protagonizando. E fora os atores, não tem nada de novo na produção. O cenário utilizado é quase idêntico ao original, as falas, os takes, está tudo ali, do mesmo jeito. Não acredito que Michael Haneke tenha se rendido a indústria milionária dos remakes apenas para faturar algum trocado. 

Talvez o motivo seja a rejeição que o público americano tem por filmes com legendas, por isso temos inúmeros filmes que são refilmados em inglês para exibição nos EUA. Povinho mal acostumado, viu! Mais um motivo para valorizarmos o cinema brasileiro, até que ele cresça e tenha condições de produzir filmes tão bons quanto os produzidos pelos americanos.

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