Zombooka 2

Depois de me deliciar com o Flaming Zombooka 1, chegou o Zombook 2.

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A internet e seus podres profundos. Todos nós sabemos que coisas ruins existem em qualquer lugar. No esporte, no mundo empresarial, na polícia e em qualquer espaço da terra que esteja habitado por humanos.

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A brasileira Fernanda Andrade está despontando nos cinemas americanos.

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16 de jul de 2010

O Ataque das Rãs

O Ataque das Rãs (Frog - 1974)
Direção: George McCowan
Sinopse: Um grupo de pessoas tenta sobreviver ao ataque de fúria da natureza, onde cobras, lagartos e outros animais cercam a casa, fazendo diversas vítimas.
Trailer: O Ataque das Rãs  
Download: Parte 1  Parte 2  Parte 3  Parte 4  Opção 2 - RMVB com Legendas

  
Quem, em plena consciência de suas faculdades mentais, produz um filme sobre um ataque de rãs? Pessoal, eu falei sério: Rãs, a mulher do sapo, a famosa perereca (A outra perereca, a original, seu pervertido!). Algum leitor deste blog já leu, viu ou ouviu qualquer coisa relacionada a ataque de rãs? Eu jamais vou imaginar uma pessoa morrendo depois se ser atacada por uma rã. Gente, uma rã? Eu estou simplesmente abobado com esse filme. 

Quando Bert I. Gordon escreveu o roteiro do clássico O Ataque das Formigas Gigantes (The Empire The Of Ants - 1977) ele pelo menos teve a sensata idéia de expor os insetos a material radioativo, pois um ataque de formigas do tamanho normal seria absurdamente impossível. Mas George McCowan não, ele deve ter achado o máximo produzir um filme sobre rãs assassinas. Entretanto, o mais absurdo disso eu vou contar para vocês agora: 

As rãs não matam ninguém. É isso mesmo, caro leitor do Diário do Medo. Ninguém é morto pelas rãs no filme. Porque batizar um filme de Frogs  se elas não matam ninguém? Tenho quase certeza que irá aparecer alguém dizendo: Diretamente não, mas as rãs têm participação nas mortes. Ah, claro, então na verdade o filme não deveria se chamar O Ataque das Rãs e sim Rãs - Cúmplices de um Crime, não é mesmo? Aff ! Já decidi que vou me aventurar como cineasta. Estou pensando em produzir Lanternas - A Luz da Morte ou A Fúria do Controle Remoto, que conta a história de um... Controle Remoto, que depois de passar anos sendo apertado todos os dias, resolve se vingar de toda a família. Se é pra ganhar dinheiro produzindo porcarias, eu quero lucrar também.

Em O Ataque das Rãs, o jornalista fotográfico Pickett Smith, interpretado por Sam Elliott, está produzindo uma reportagem ecológica e sai em busca de boas fotos da natureza em uma isolada ilha, mas tem seu barco atingido por uma lancha e cai dentro de uma lagoa, perdendo todas as fotos e o equipamento. O dono do barco oferece abrigo para Pickett passar a noite, uma vez que estava todo molhado. Por falar em Sam Elliot, ele deve ter muita vergonha desse filme. 

Elliot é conhecido do público geral por ter participado de boas produções. Como está muito novo, você não irá reconhecê-lo, mas ele é o pai da Bete Hoss (Jenniffer Connelly) em Hulk, com Eric Bana, produzido em 2003. Também fez O Motoqueiro Fantasma, Obrigado Por Fumar e atualmente está no elenco de Marmaduke. Foi indicado ao Globo de Ouro, em 1996, pela atuação em Búffalo Girls - As Últimas Pistoleiras do Oeste.


Ao chegar à casa, Pickett é recebido pelo patriarca da família, Sr. Jason Crockett (Ray Milland). Chamado de vovô o tempo inteiro, Crockett é paraplégico e muito mal humorado. Gostava de reunir toda a família para comemorar o aniversário em sua ilha e não abria mão disso. Uma de suas filhas, Karen, reclama muito do barulho que as rãs fazem a noite, pois a ilha estava infestada delas. 

Karen é interpretada por Joan Van Ark, que apresentou durante 4 anos o famoso concurso Miss Universo. Atualmente, Joan está feia, andou abusando das plásticas e perdeu sua beleza natural. O velho rabugento simpatiza com o fotógrafo Pickett e pede um favor para ele. Que dê uma volta pela ilha e procure um de seus funcionários que estava desaparecido. Tinha ido aplicar inseticida na região para tentar diminuir as rãs. Prestativo, Pickett sai à procura do sujeito e o encontra morto. 

A partir daí mais mortes começam a acontecer dentro da ilha, cada uma mais absurda que a outra. O velho rabugento pede para um de seus netos, Michael (David Gillian), que saia com o Jipe e descubra porque o telefone está mudo. Ao entrar na floresta, Michael é "atacado" por aranhas, que em uma velocidade recorde, o envolve em uma teia. A passividade com que ele se deixa envolver nas teias é irritante. 

A morte de Kenneth (Nicolas Cortland), marido de uma das netas do velho, é muito tosca. Ele entra em uma estufa para colher algumas flores, a pedido da cunhada Maybelle. Mas o local está infestado de lagartos. Eles começam a derrubar  potes de produtos químicos, provocando uma fumaça tóxica, matando Kenneth asfixiado. Uma cena muito engraçada acontece neste momento. O take mostra um dos lagartos entrando dentro da estufa e a porta se fechando. Quem diabos fechou essa porta? O lagarto? Eita transformação fodástica que esses animais sofreram. Já pensou meu cachorro fazendo cocô sentado na privada ao invés de sujar o terreiro inteiro? Maravilha!

E o festival de óbitos bizarros continua. Íris (Holly Irving), um das filhas do velho rabugento, sai para caçar borboletas e morre depois de ser picada por uma cobra. Ok, morrer depois de uma picada de cobra não é absurdo, absurdo é o nervosismo e a confusão que Íris arruma ao ver as cobras. O mais engraçado é quando ela está cercada pelas cobras por todos os lados. As rastejantes são astutas e armaram uma tocaia para encurralar a véia. Impressionante! Stuart (George Skaff), que eu não consegui descobri o que ele é dentro da história, sai à procura de Íris pela floresta e acaba sendo devorado por jacarés. Mesmo depois de várias mortes na ilha, o velho irritante finge que nada está acontecendo e quer de todas as formas continuar as comemorações do seu aniversário, uma coisa surreal.

Se recusando a continuar na ilha, os empregados da casa decidem ir embora. O velho Crockett pede a Clint (Adam Roarke), marido de uma de suas netas, que  use o barco e os leve para o outro lado da lagoa. Depois de deixar os empregados no local, Clint tem uma desagradável surpresa. Alguma coisa cortou a corda que segurava o barco e deixou a embarcação a deriva. 

Clint decide ir nadando até o meio da lagoa, onde estava a lancha. Mas é picado por uma cobra e acaba morrendo afogado. Sua mulher, Maybelle (Mae Mercer),  assiste tudo de longe e começa a gritar desesperada, correndo para a beira do lago  na tentativa de ajudar. Chegando lá, Maybelle fica com o pé atolado no barro e é nessa hora que acontece uma das mortes mais absurdas de todos os tempos. Galera, eu não estou mentindo, baixe o filme e assistam. A Maybelle é morta por uma TARTARUGA! Olha que coisa inacreditável. Pior do que você imaginar um ataque de rãs é pensar em uma tartaruga atacando alguém. É mais ou menos como o Steve Wonder ganhar uma luta de boxe contra o Mike Tyson. A cena é essa foto aqui, logo acima. 

O fotógrafo Pickett resolve sair da ilha a qualquer custo. Jenny (Lynn Borden) e seus sobrinhos, foram os únicos que sobraram e resolvem ir embora com Pickett. Mas o velho Crockett se recusa e diz que vai continuar na mansão, sozinho. Logo a casa é invadida por rãs de todos os lados. 

O velho dá um piripaque e morre em seguida. Seu corpo é tomado pelas rãs "assassinas". Pickett, Jenny e as crianças conseguem chegar até um barco e remar até o fim do lago. Isso sem antes de Pickett ser atacado por cobras que aparecem de todos os lados. Longe do lago, o fotógrafo consegue uma carona de um desconhecido que os leva para longe dali. 

O Ataque das Rãs pode até ser considerado um bom filme se você ignorar totalmente o título e tentar se envolver partindo da visão de uma vingança da natureza contra os homens, imaginando como seria terrível ter que enfrentar lagartos, jacarés e outros animais. Acontece que colocar uma tartaruga para matar uma pessoa é forçar demais a barra. 

Por mais que o roteiro tente colocar uma metamorfose nos animais causado por inseticidas, é muito absurdo uma tartaruga matar alguém. Muito menos uma pessoa com todos seus movimentos físicos normais ser envolvido por teias de aranha. O diretor poderia ter se esforçado um pouco mais para tentar criar um ambiente de terror e planejado as mortes com um pouco mais de veracidade. É inaceitável alguem morrer depois de ser atacado por uma tartaruga...UMA TARTARUGA! Se elas fossem pelo menos ninjas...

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