Zombooka 2

Depois de me deliciar com o Flaming Zombooka 1, chegou o Zombook 2.

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Medo.Com

A internet e seus podres profundos. Todos nós sabemos que coisas ruins existem em qualquer lugar. No esporte, no mundo empresarial, na polícia e em qualquer espaço da terra que esteja habitado por humanos.

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Você Sabia?

Nicole Kidman é Dra. Carol Bennel, psiquiatra em Washington, que luta para salvar a vida de seu filho ao descobrir uma invasão de um vírus alienígena.

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Atriz brasileira é sucesso em filme americano

A brasileira Fernanda Andrade está despontando nos cinemas americanos.

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11 de ago de 2009

O Diário dos Mortos - Um deslize de George Romero

O Diário do Medo (Diary of the Dead - 2007)

Diretor: George Romero
Elenco: Michele Morgan, Joshua Close, Shawn Roberts, Amy Ciupak. Participações especiais de Stephen King, Quentin Tarantino, Guilherme Del Toro e Wes Craven como locutores de TV (apenas voz). George Romero também faz uma ponta como um policial que aparece nas filmagens.

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Os leitores e seguidores do Diário do Medo sabem da minha admiração por George Romero. Para quem ainda não o conhece (clique aqui), Romero revolucionou o cinema Terror/Horror com seus zumbis na trilogia: A Noite dos Mortos Vivos (1968) O Despertar dos Mortos (1978) e O Dia dos Mortos (Day of The Dead - 1985)

Quando o diretor anunciou que voltaria com uma nova produção, em 2004, fãs do mundo inteiro aguardaram com ansiedade seu novo trabalho. Ele veio com Terra dos Mortos, lançado em 2005, com John Leguizamo (A Era do Gelo) e Dennis Hopper (Velocidade Máxima).O filme em si, eu não gostei. Achei fraco do ponto de vista o gênero: terror. Não causa nenhum efeito de medo como os outros produzidos pelo diretor. 

Pelo menos os zumbis são bem feitos, cada um com suas características peculiares como o açougueiro e o zumbi do pandeiro (?!). Entretanto, a crítica que Romero faz a desigualdade social provocada pela hipocrisia e egoísmo, coloca Terra dos Mortos em vantagem. Os conflitos que o dinheiro provoca na humanidade é reproduzido na história, mostrando que mesmo uma cidade dominada pelos mortos, o dinheiro ainda pode corromper e trazer mais desgraça para uma terra já devastada.

Romero deixou seus fãs apavorados quando disse que seu próximo trabalho depois de Terra dos Mortos seria algo diferente de todos que ele já fez. Diferente ao total não poderia ser, pensei comigo, uma vez que ele confirmou que se tratava de mais uma produção com zumbis, então nada de inédito. Só nos restava esperar como ele iria retratar seus zumbis em sua nova produção. 

Em O Diário dos Mortos (Diary of the Dead - 2007), George Romero tentou entrar na onda high-tech atual. Sua proposta era mostrar os acontecimentos de mais uma contaminação e transformação dos humanos em mortos-vivos, mas utilizando a idéia de documentário amador, uma espécie de You Tube do terror, com jovens saindo pelas estradas registrando como o mundo ficou depois da contaminação. 

Eu poderia muito bem enganar a todos os leitores e seguidores do Diário do Medo dizendo que se trata de uma obra prima do mestre Romero, mas fica impossível diante de um roteiro cheio de erros. Talvez se o filme fosse de qualquer outro cineasta passaria batido, mas vindo de George Romero, foi uma decepção para mim.

Para começar, a idéia de usar câmeras portáteis não foi inédita. A primeira vez que o cinema comercial utilizou tal ferramenta foi em A Bruxa de Blair (The Witch Blair Project - 1997). No ano passado também conferimos outro filme com a mesma temática, Cloverfield - Monstro (Cloverfield - 2008), do produtor da série Lost, J.J. Abrams


O Diário dos Mortos não provoca nenhum clímax como as outras produções "zumbiáticas" de Romero. Com diálogos ruins, beirando o pastelão e diversos clichês, lembrando os filmes dos anos 80, o filme peca pelos exageros. Um dos erros da produção é a todo momento tentar mostrar a idéia de Romero em contar a história baseado em imagens amadoras, como se o espectador fosse burro e não entendesse a proposta inicial, mesmo que a tal idéia não atingisse seu objetivo. 

Muitas vezes, em pleno ataque dos zumbis, você nem percebe que a cena está sendo filmada com equipamentos caseiros, tal nível de profissionalização que ficou o resultado final. Ah, sabemos que atualmente temos equipamentos de filmagem que disponibilizam minimizadores de impactos, mas o que vemos no filme é um exagero total. O que deveria ser o diferencial, passa despercebido. Nem mesmo a crítica de Romero sobre os meios de comunicação, ao abordar a forma com que eles divulgam os fatos, na maioria das vezes exagerada e mentirosa, faz de O Diário dos Mortos um bom filme. 

Talvez, a única coisa positiva foi a sacada do diretor em mostrar os estudantes publicando as notícias através da internet, um claro retrato da realidade, onde Twitter, You Tube e Blogs se tornaram ferramentas importantes na comunicação mundial, diminuindo o poder de manipulação dos grandes grupos midiáticos e aumentando a distribuição da informação.


OBS: O nome do blog seria Diário dos Mortos, mas para não associar com o filme de Romero, tive que mudar para Diário do Medo.

Um comentário:

jadeamorim.com disse...

Sou medrosa. Não aguento assistir filmes de terror. =/
Mas gostei do post, você fez uma boa resenha sobre Romero e seus trabalhos!


Beeijos!

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