Zombooka 2

Depois de me deliciar com o Flaming Zombooka 1, chegou o Zombook 2.

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Medo.Com

A internet e seus podres profundos. Todos nós sabemos que coisas ruins existem em qualquer lugar. No esporte, no mundo empresarial, na polícia e em qualquer espaço da terra que esteja habitado por humanos.

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Você Sabia?

Nicole Kidman é Dra. Carol Bennel, psiquiatra em Washington, que luta para salvar a vida de seu filho ao descobrir uma invasão de um vírus alienígena.

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Atriz brasileira é sucesso em filme americano

A brasileira Fernanda Andrade está despontando nos cinemas americanos.

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8 de abr de 2009

O Nevoeiro

Adaptações de livros para o cinema sempre causam polêmicas. São poucos os filmes que conseguem trazer para a tela a mesma sintonia e sensações que um livro produz. Logicamente, por serem produtos linguísticos diferentes, é natural que o resultado não leve à perfeição. Por quê? Falarei daqui a pouco. Um bom exemplo de trabalhos mal feitos são as adaptações dos livros do mestre do terror Stephen King. 

Para quem não sabe, King escreveu mais de 50 livros e é cultuado na literatura mundial por suas histórias, a maioria delas de terror. Posso estar enganado, se tiver, que os leitores do Diário do Medo me corrijam, mas a única adaptação para o cinema de um livro do mestre King com um bom resultado foi O Iluminado, dirigido por Stanley Kubrick, com atuação primorosa de Jack Nicholson. E sabe qual é o detalhe interessante? 

Se para o grande público O Iluminado foi uma obra prima de Kubrick, para Stephen King o filme ficou ruim. Há alguns anos, King deu uma declaração dizendo que se soubesse que o resultado final seria aquilo, ele não teria autorizado jamais. Como a declaração deu o que falar, King resolveu não tocar mais no assunto, já que Stanley Kubrick havia morrido e não poderia responder as críticas, palavras de King.

Particularmente, acho que King exagerou, pois não acredito que ele não tenha gostado de nenhuma outra adaptação feita de seus livros. Se ele achou O Iluminado ruim, eu queria saber a opinião dele sobre os outros, como por exemplo O Apanhador de Sonhos. Deve amaldiçoar os respectivos diretores até a sétima geração. 

Mas não podemos comparar livro e filme. Sempre quando vejo esse tipo de discussão em fóruns ou comunidades da rede, me irrito com alguns comentários. São mídias diferentes, com recursos e linguagens opostas, não tem como comparar. Em um livro o autor pode contar detalhes, provocar um suspense maior, abusar das características de cada personagem. 

No roteiro para o vídeo a história deve ser mais enxuta, condensada, para não se tornar um filme longo e cansativo. Já pensou em um filme fielmente a obra do estilo O Senhor dos Aneis? Ficaríamos horas dentro da sala de cinema!

Para minha surpresa, ano passado fomos agraciados com uma adaptação muito bem feita de uma história do mestre King. O Nevoeiro é um conto de terror e faz parte do livro Tripulação de Esqueletos, publicado em 1985, distribuído no Brasil pela editora Objetiva. Uma cidade do oeste do Maine (cidade natal do escritor) é atingida por um enorme nevoeiro e coisas estranhas começam a acontecer sob a névoa misteriosa. 

Com um roteiro bem amarrado, o diretor Frank Darabont, que já trabalhou em outra adaptação de King, Um Sonho de Liberdade, conseguiu trazer para o cinema a mesma carga dramática e o suspense que o livro causa em seus leitores. Apesar da baixa qualidade dos efeitos especiais, todo o cenário de medo causado pelo desconhecido atrás da névoa faz com que o cinéfilo entre no clima do filme, esforçando-se para descobrir qual é o mistério, geralmente deixado em aberto nos livros.

Acredito que O Nevoeiro será a segunda grande adaptação de um conto de terror do mestre e abrirá portas para novos projetos, deixando para trás aquele estigma de que apenas Stanley Kubrick foi capaz de uma adaptação perfeita. O Nevoeiro tem a medida certa de terror e suspense, tudo aquilo que King passa em seus livros, sem deixar cair no clichê dos filmes do gênero. 

O filme ainda tem um final SURPREENDENTE, deixando o espectador impressionado. Todos os diretores que tentaram uma adaptação de King no cinema deveriam assistir O Nevoeiro, pelo menos umas 12 vezes, para não transformar bons contos do mestre em porcarias, como o ridículo O Apanhador de Sonhos, só para citar um exemplo.

O Nevoeiro (The Mist)

Diretor: Frank Darabont

Ano: 2008
Sinopse: Grupo de pessoas ficam presas dentro de um supermercado após a cidade ter sido tomada por um grande nevoeiro. Mas há algo de errado com a névoa.
Elenco: Thomas Jane, Marcia Gay Harden, Alexa Davalos, William Sadler, Laurie Holden, Chris Owen, Nathan Gamble, Andre Braugher.
Distribuição: Paris Filmes

Download: O Nevoeiro

4 comentários:

Leon disse...

É eu estou a fim de ver o Nevoeiro..
Um dia desses passou um filme dele no SBT..não lembro o nome,mas era sinistro.(no mau sentido)

Cínthia disse...

Assista "Um estranho no ninho"

ri litros....

Ferreira Neto disse...

Não achei o link com a entrevista (desculpe) mas o mestre Stephen King disse ter gostado das adaptações para cinema dos livros "Carrie", "The Shawshank Redemption" (Um Sonho de Liberdade) e "The Green Mile" (A Espera de um Milagre).
Disse também que não gostou de "Maximum Overdrive" de 1985, que ele próprio dirigiu, nem de "Sleepwalkers" (Sonâmbulos), que ele escreveu o roteiro direto para o cinema, sem livro. Eu particularmente gostei desse.
Ele elogiou muito a série televisiva "Dead Zone" (Zona Morta) que também foi filme para o cinema, anos antes.

Allan Machado disse...

Olá, Ferreira
Enviei a resposta para o seu email!
Abraços

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